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21 de Junho de 2014 16h58

Apresentações de Cururu e Siriri mirim encantam público na Arena Cultural

EVELYN RIBEIRO

Viviann Vilela

Arquivo

O segundo dia de apresentações do 12º Festival de Cururu e Siriri foi marcado pelas performances infantis, que prenderam a atenção do público na noite desta sexta-feira (20), na Arena Cultural Cuiabá, deixando cada vez mais evidente, que esta tradição ultrapassa gerações e preconceitos.

Exemplo disso é a apresentação do Grupo Incluart, projeto que tem proposta a inclusão de crianças especiais, como os portadores da síndrome de down. Com passos bem ensaiados, simpatia e amor a cultura mato-grossense, o grupo formado há três anos foi um dos mais aplaudidos.

"Eles estavam bem animados e levantaram o público. O desempenho deles nos impressionou e nesses momentos percebemos que realmente são tão especiais como qualquer outra criança, mas que podem ir mais longe", disse a autônoma, Diva Rodrigues.

O estudante Willian José, de 24 anos, conta que foi a primeira vez em que presenciou uma atividade como esta, e que é motivo de orgulho para qualquer pai. "Nunca tinha visto e gostei muito, porque fortalece ainda mais nossa cultura regional e mostra que todos podem contribuir para isso".

Vando César, de 30 anos, é irmão de uma das integrantes do Incluart e ressalta o desenvolvimento dela após participar do projeto. "Eu a acompanho sempre e tenho muito orgulho. Minha irmã melhorou muito nos últimos anos, está mais dedicada e fica triste quando não vai aos ensaios. Foi muito gratificante ver o comportamento dela hoje", afirmou.

A coordenadora do Incluart, Regina Zattar, explica que o ensaio é realizado o ano todo, no entanto, as pessoas costumam pensar que inclusão social está ligada somente à educação.

"O grupo tem essa outra vertente, uma inclusão através da dança. As vantagens não são só para o deficiente. Ganha a criança especial, ganha o parceiro, a família e o público que pôde prestigiar um espetáculo como este. Temos que mostrar para os alunos suas capacidades. Eles precisam de oportunidade", pontou Regina.

Também se apresentaram no segundo dia de festival os grupos mirins, Tradição Pantaneira e Raizinha. Na categoria adulto, o público acompanhou os cururueiros do Tradição Pantaneira (Barão de Melgaço), Cururu de Cuiabá, Flor do Campo (Cuiabá) e Coração Cuiabano.

"As crianças acompanham esta tradição dentro das famílias, se preparam para participar e fazemos questão de tê-las aqui, para que a gente consiga dar continuidade ao Cururu, Siriri e a produção da viola de cocho, para que as nossas manifestações culturais sejam preservadas", reforçou o secretário de Cultura de Cuiabá, Alberto Machado.

A programação do festival segue até este domingo (22), no memorial João Paulo II (Sesi Papa). A entrada é gratuita. A realização do 12º Festival de Cururu e Siriri é uma parceria entre a Prefeitura de Cuiabá, Federação Mato-Grossense das Associações de Cururu e Siriri e Secretaria Estadual de Cultura.